A mais freqüente doença ocupacional
é a L.E.R. ou lesão por esforço repetitivo. A LER envolve
tenossinovites, tendinites, bursites e outras doenças. Embora conhecida
há mais de 100 anos, a partir da década de 1990 as LER tornaram-se
muito freqüentes devido ao advento da informática e dos computadores.
A LER também é conhecida como lesão por trauma cumulativo.
Muitos já preferem chamá-las de DORT – doenças osteomusculares
relacionadas ao trabalho. AS LER/DORT podem ser causadas por esforço
repetitivo devido à má postura, stress ou trabalho excessivo.
Certos esportes, se praticados intensamente, também podem ocasionar LER.
A seguir, algumas recomendações fundamentais para a prevenção
de doenças ocupacionais em quem trabalha ou usa computadores com freqüência.
Orientações ergonômicas
1. De Olho no Conforto Visual! Para garantir
o conforto visual, mantenha o seu monitor entre 60 e 70 cm de distância,
e regule a sua altura para que o seu olhar seja horizontal (na figura ao lado,
o olhar é levemente descendente, o que sobrecarrega a coluna cervical
e a sua musculatura, uma vez que a cabeça está inclinada e à
frente da linha vertical que passa pela coluna). Um suporte de monitor ou a
utilização de mesas dinâmicas possibilitam esta regulagem.
2. Punho Neutro é fundamental! A altura do teclado também deve
ser regulável, para que fique na altura dos cotovelos. Durante a digitação,
é importante que o punho permaneça neutro (reto), como mostram
as figura acima e ao lado. É recomendável colocar o teclado em
cima da mesa e apoiar os antebraços nela para aliviar o peso segurado
pela musculatura do ombro.
As mãos devem estar relaxadas no teclado e no "mouse". Os dedos
devem estar ligeiramente flexionados, e não esticados. Pressione as teclas
suavemente e não estenda demasiadamente os dedos para chegar às
teclas que estão mais distantes - é preferível deslocar
os braços. Assim, a tensão nos nervos, tendões e músculos
da mão pode ser aliviada.
3. Pés bem apoiados! É importante trabalhar com os pés
apoiados. Quando a cadeira não permite que os pés sejam apoiados
no chão, a solução é adotar um apoio para os pés.
Pode-se, também, manter um dos pés no chão e o outro apoiado,
conforme mostra a primeira figura. É imprescindível que o apoio
dos pés seja completo e firme, como as bases de um prédio. Se
as bases de um prédio não estiverem sólidas e bem posicionadas,
será inútil que as estruturas dos andares seja estáveis.
Ainda que todo o resto do corpo esteja bem posicionado, se a base estiver instável,
todo o corpo estará. Por fim, os joelhos não devem ficar muito
flexionados (no máximo 90º!). Assim é possível relaxar
a musculatura e melhorar a circulação sanguínea nos membros
inferiores.
4. Dê um descanso para as costas! Com exceção de algumas
atividades, as cadeiras devem possuir espaldar (encosto) de tamanho médio.
Uma maior superfície de apoio garante distribuição adequada
do peso corporal, e um melhor relaxamento da musculatura. Entretanto, o encosto
deve terminar abaixo das escápulas, para não limitar o movimento
do tórax e dos membros superiores. É importante, também,
que o encosto seja regulável quanto à sua altura e à sua
distância em relação à margem posterior do assento
(profundidade), a fim de permitir uma adaptação individual para
o apoio da coluna lombar, cujo bom posicionamento forma a base de uma postura
saudável.
5. Observe o ângulo da sua área de trabalho. Como regra geral,
os objetos de uso freqüente devem estar em áreas de fácil
alcance, com o cotovelo junto ao corpo, e os objetos utilizados com menor freqüência
podem ser colocados em posições a serem alcançadas com
o braço estendido.
O teclado e o monitor devem ficar à frente da pessoa, para que a coluna
cervical não fique torcida constantemente para um lado. Evite inclinar
ou girar o tronco ou o pescoço constantemente para alcançar algum
objeto. Quando necessário, levante-se para alcançar o objeto.
Evite falar ao telefone com o fone preso entre o ombro e o pescoço!
6. Faça intervalos periodicamente. É muito importante que, ao
longo de seu período de trabalho, você faça pequenas pausas
para descanso. Levante-se para dar uma volta ou beber um copo de água,
etc. Se não puder fazer isto, organize-se para executar as suas tarefas
de forma intercalada – assim, estará alternando os músculos
e tendões que usa em cada uma delas. Embora, a princípio, estes
intervalos possam parecer sem importância, paradas entre 5 a 10 minutos
por hora são extremamente benéficas ao nosso corpo, impedindo
que ele entre em processo de fadiga e reduzindo consideravelmente o risco de
doenças ocupacionais.
Andréia
Bento Alves
Fisioterapia - Acupuntura – Terapias Orientais
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Guaratinguetá
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