Síndrome do cavalo exausto

A maioria das cavalgadas e cavalarias se realizam nos meses quentes com altas temperaturas e geralmente são percursos longos e estressantes. A incidência e severidade dos problemas médicos estão associados a estes fatores.
Em geral, se recomenda que o animal beba água durante todo o percurso. A desidratação associada a queda de sódio resulta em diminuição do volume plasmático. Este processo pode alterar a função renal como parte de efeitos cardiovasculares produzidos. O distúrbio ácido-base associado com o do potássio, cálcio e magnésio pode alterar o potencial de membrana e a transmissão neuromuscular, contribuindo para esta parada gastrointestinal, arritmias cardíacas, aparecimento de câimbras e espasmos musculares.
A desidratação severa leva à diminuição drástica da sudorese (suor).
O impedimento do meio natural para dissipar o calor lesando o sistema nervoso central.

Você sabia que:
- a fadiga é a incapacidade de manter a intensidade de um exercício?
- um cavalo atleta que participa de uma prova de resistência pode perder de 25-50 litros de líquido?

Como avaliar um animal desidratado:
- tempo de recuperação das freqüências cardíacas e respiratórias;
- elasticidade da pele;
- tempo de preenchimento capilar;
- pressão do pulso;
- stop da sudorese (suor);
- temperatura anal.

Como reconhecer um cavalo exausto:
- em geral, estão muito deprimidos;
- tem pouco interesse pela comida e pela água;
- a maioria continua suando em repouso;
- as freqüências cardíacas e respiratórias estão elevadas mesmo após 30 minutos do final da cavalgada;
- presença de câimbras e espasmos musculares;
- geralmente, há diminuição ou ausência de sons intestinais e falta de tônus anal.

RESPEITAR O ANIMAL E SEUS LIMITES É MELHOR QUE REMEDIAR

Maiores informações
Mary Bolina Fernandes
Med. Veterinária - CRMV SP - 6631
Telefone: (12) 3122-4230